Em outubro, a BR Clube renova seu apoio à conscientização sobre o câncer de mama e reforça a importância da informação, do cuidado e do pertencimento.
Todo ano, o Outubro Rosa encontra espaço em nossa comunidade. A campanha nos convida a conversar sobre saúde, compartilhar orientações seguras e lembrar que quem cuida de tantas coisas também precisa receber atenção.
Para a BR Clube, essa causa tem tudo a ver com o que acreditamos. Por trás de cada veículo protegido existe uma pessoa, com sua rotina, sua família, seus caminhos e seus planos. Proteger é reconhecer essas pessoas e as histórias que dão sentido ao patrimônio. Neste mês, renovamos esse compromisso com nossas associadas e com todas as mulheres que fazem parte da nossa rede.
Por que falar sobre câncer de mama
O Outubro Rosa dá visibilidade à conscientização sobre o câncer de mama, à detecção precoce e ao acesso aos serviços de saúde. Falar abertamente sobre o assunto ajuda a esclarecer dúvidas e a enfrentar o medo que muitas vezes acompanha essa conversa.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA, 2025), identificar o câncer de mama em fases iniciais favorece melhores resultados no tratamento e ajuda a reduzir a mortalidade. Por isso, informação de qualidade e acesso aos serviços de saúde precisam caminhar juntos.
Uma campanha de conscientização também precisa reconhecer as dificuldades reais de cada mulher. Falta de tempo, sobrecarga, medo e barreiras de acesso podem tornar o cuidado mais difícil. Incentivar alguém a procurar atendimento exige sensibilidade com sua realidade e disposição para apoiar.
Conhecer o próprio corpo
Observar e sentir as mamas em situações do dia a dia, como no banho ou na troca de roupa, sem necessidade de técnica específica ou calendário fixo, pode ajudar a perceber mudanças (INCA, 2025). Merecem avaliação por um profissional de saúde:
- caroço (nódulo) na mama, geralmente endurecido, fixo e indolor;
- pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço;
- pele da mama avermelhada, retraída ou com aspecto de casca de laranja;
- alterações no bico do peito (mamilo);
- saída espontânea de líquido por um dos mamilos.
Essas alterações não significam necessariamente câncer, mas precisam ser investigadas. Um caroço também merece avaliação mesmo que apresente dor. Conhecer o próprio corpo não substitui os exames indicados nem o acompanhamento profissional.
Mamografia: quem deve fazer e quando
A mamografia de rastreamento é feita em mulheres sem sinais ou sintomas suspeitos, com o objetivo de identificar alterações antes que possam ser percebidas.
Segundo a Nota Técnica nº 626/2025 do Ministério da Saúde (Brasil, 2025):
- De 50 a 74 anos: a recomendação é fazer mamografia de rastreamento a cada dois anos, mesmo sem sintomas.
- De 40 a 49 anos: o SUS permite o acesso à mamografia de rastreamento sob demanda, mesmo sem sintomas, após orientação de um profissional de saúde sobre os possíveis benefícios e riscos do exame.
- Acima de 74 anos: o acesso também pode ocorrer sob demanda, com orientação sobre benefícios e riscos e avaliação individualizada.
Mulheres com maior risco de desenvolver câncer de mama precisam de acompanhamento individualizado. E qualquer alteração suspeita deve ser investigada em qualquer idade, conforme avaliação médica.
Se você percebeu uma alteração, procure atendimento sem esperar pela idade ou pelo intervalo recomendado para os exames de rotina.

Onde buscar orientação
Se você percebeu alguma mudança ou tem dúvidas sobre os exames adequados para a sua idade e a sua situação:
- procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima ou o profissional que acompanha você;
- para informações sobre o SUS e seus canais de atendimento, ligue para o Disque Saúde, no número 136;
- consulte as informações do Instituto Nacional de Câncer em gov.br/inca.
Não espere pelo próximo Outubro Rosa para cuidar de você.
Por que a BR Clube veste rosa
Durante outubro, o azul do avatar de nossas redes sociais dá lugar ao rosa. A troca é um gesto simples, mas com significado claro: por um mês, nossa marca assume a cor da campanha para dar visibilidade a uma causa que se conecta diretamente aos nossos valores.
Junto com essa mudança, enviamos às nossas associadas mensagens de informação, educação e conscientização. Neste ano, ampliamos essa conversa também em nosso blog.Acreditamos que uma organização contribui quando usa seus canais para aproximar as pessoas de informação confiável e incentivar o cuidado.A proteção se fortalece quando há conhecimento, vínculos e responsabilidade compartilhada.
Pertencer também é encontrar apoio
O cuidado pode aparecer em gestos simples: ouvir sem julgar, respeitar a privacidade, ajudar a organizar a rotina ou oferecer companhia para uma consulta, quando isso for desejado.
Quem enfrenta uma investigação ou um tratamento precisa de espaço para expressar o que sente, inclusive o medo e o cansaço. Acolher é respeitar o tempo de cada pessoa, sem exigir coragem constante ou uma atitude sempre positiva.
Essa conversa envolve toda a comunidade. Familiares, amigos, colegas e organizações podem ajudar a construir condições para que as mulheres cuidem da própria saúde e recebam apoio.
Se uma mulher que você ama precisa de apoio para buscar orientação ou realizar os exames indicados, ofereça companhia, não cobrança.
Às nossas associadas, deixamos uma mensagem: sua saúde merece atenção, suas dúvidas merecem escuta e você merece cuidado.

Um compromisso que continua
Outubro concentra a mobilização, mas o cuidado precisa ter lugar durante todo o ano. Buscar orientação, acompanhar os exames indicados e apoiar quem precisa são atitudes que dão continuidade à campanha.
Neste Outubro Rosa, convidamos você a compartilhar informação de qualidade e abrir espaço para essa conversa. Se este texto fez você lembrar de alguém, envie-o com carinho e disponibilidade para ouvir.
BR Clube. Proteção, cuidado e pertencimento em cada história da nossa comunidade.
Publicado em outubro de 2026.
FONTES
BRASIL. Ministério da Saúde. Nota Técnica nº 626/2025-CGCAN/DECAN/SAES/MS. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2025. Disponível em: Nota Técnica nº 626/2025. Acesso em: 5 out. 2026.
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (Brasil). Câncer de mama: vamos falar sobre isso? 10. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: INCA, 2025. Disponível em: Cartilha sobre câncer de mama. Acesso em: 5 out. 2026.